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Artistas santarenos lançam três produções audiovisuais no quilombo Bom Jardim nesta segunda, 30




O objetivo é celebrar a memória, cultura e resistência do povo quilombola por meio de documentários, que incorporam elementos de acessibilidade, como tradução em Libras, levando a mensagem a mais públicos. O filme conecta as histórias de Zumbi com as de lideranças atuais da comunidade, destacando a continuidade da luta contra o racismo e pela preservação cultural e territorial
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Em Santarém, oeste do Pará, o grupo Cabocla Tapajó, lança nesta segunda-feira (30), no barracão da comunidade quilombola Bom Jardim, três produções audiovisuais, financiadas pela Lei Paulo Gustavo do município e estarão disponíveis no YouTube e redes sociais do grupo. O evento está marcado para iniciar às 18h.
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As produções que serão apresentadas para o público são: ‘Cantos do Quilombo: Zumbi dos Palmares’, ‘Estórias do Quilombo: Memórias, Lutas e Resistências’ e o videoclipe ‘Mãe Terra/Nosso Território’.
A produtora executiva Bruna Marcião destacou o impacto das produções na valorização cultural. “Esse trabalho é um legado para comunidade local e para o Brasil. Mostrar as lutas e a riqueza cultural do quilombo fortalece não apenas os moradores, mas também a nossa identidade enquanto povo. É emocionante ver o orgulho que isso desperta nos jovens e nos mais velhos.”
Produzidas em parceria com a empresa AD Produção, com direção de Anderson Luís, que também é proponente das obras, produção executiva de Bruna Marcião e assistência de Elisângela Dezincourt
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O objetivo é celebrar a memória, cultura e resistência do povo quilombola por meio de documentários, que incorporam elementos de acessibilidade, como tradução em Libras, garantindo que a mensagem atinja públicos diversos. As produções resgatam memórias históricas e dão visibilidade às lutas dos moradores da comunidade.
“Esse trabalho representa muito mais do que a cultura do quilombo; eles são um registro da nossa história e uma ferramenta para inspirar a resistência. Quando olhamos para a nossa terra, entendemos que ela carrega as marcas das lutas dos nossos ancestrais e que temos o dever de continuar lutando por nosso espaço, por nossa dignidade”, afirmou o diretor, compositor e morador de Bom Jardim, Anderson Luís.
Cantos do Quilombo: Zumbi dos Palmares
O evento de lançamento promete ser um momento de celebração e reflexão, marcando um capítulo importante na preservação da memória e resistência do quilombo Bom Jardim
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Inspirado na música “Zumbi dos Palmares”, também composta por Anderson Luís, o documentário de 20 minutos reflete sobre a herança afro-brasileira e a luta contemporânea dos quilombolas por direitos fundamentais, como acesso à terra, educação e saúde. Filmado no quilombo Bom Jardim, a curta conta com a participação do coral quilombola, formado por crianças e adolescentes que interpretam a música com emoção e força.
O filme conecta as histórias de Zumbi com as de lideranças atuais da comunidade, destacando a continuidade da luta contra o racismo e pela preservação cultural e territorial.
Mãe Terra/Nosso Território
O videoclipe da música homônima enaltece o vínculo ancestral entre os quilombolas e suas terras e terá duração de 5 minutos. Com imagens das paisagens e do cotidiano de Bom Jardim, a obra celebra o território como fonte de vida e resistência.
O coral foi equipado com novos microfones e figurinos, fortalecendo as apresentações culturais e promovendo a autoestima dos jovens integrantes. A música reforça a importância de proteger a Mãe Terra contra as ameaças impostas ao território.
Estórias do Quilombo: Memórias, Lutas e Resistências
Este documentário preserva as narrativas orais de moradores mais velhos do quilombo, como Raimundo Ribeiro e Tereza Guimarães, que compartilham lembranças de festas, lutas e tradições comunitárias. Com 20 minutos, a obra destaca a construção da identidade quilombola e a importância da transmissão de valores às novas gerações.
“O que eu quero ao promover este projeto é revelar o que os meus olhos viram e veem desde a minha infância, as histórias que formaram o que somos hoje. É uma forma de garantir que as próximas gerações conheçam e valorizem nossa trajetória”, explicou Anderson Luís.
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