Sendo mulher e do Norte tudo se torna mil vezes mais difícil, mas persisto porque acredito que nossa arte tem que ser vista, ouvida e consumida em qualquer lugar do mundo. O Norte esbanja riqueza natural e artística. Nós também fazemos parte do Brasil apesar da maioria das vezes parecer que não. Ainda não me sinto fazendo um show, me sinto fazendo uma intervenção, mas espero que em um futuro próximo possamos nos sentir à vontade. Me sinto em uma eterna luta por espaços, e poder ocupar um espaço internacional e agora nacional é muito simbólico. Já são mais de 15 anos de estrada e agora que consegui finalmente lançar meu álbum estreia, chamado “Metacomunicação”, que traz fusões rítmicas inusitadas e tece relações entre a poesia concreta, a filosofia, a metacomunicação, o carimbó e o free jazz.

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